segunda-feira, janeiro 23

Ir a copos...

Enoteca de Lisboa

Duas mezzanines transformaram o Chafariz da Mãe d’Água num bar para apreciadores de vinho. Esta original combinação entre o antigo e o moderno convida a uma conversa bem regada.
O vinho a copo pode parecer um costume das velhas tabernas quase desaparecidas, mas é uma maneira eficaz de apreciar uma grande variedade de vinhos. Esta foi uma das inovações que João Paulo Martins quis implementar quando, há sete anos, se juntou aos sócios para dar vida à Enoteca de Lisboa, também conhecida por Chafariz do Vinho. “Aqui o vinho é a estrela. Temos petiscos, mas apenas servem para acompanhar a bebida e não o contrário”, refere o jornalista e autor da especialdade. Os mexilhões al pesto, o queijo Chèvre sobre tosta com tomate e aromas silvestres, a morcela de arroz com grelos ou o requeijão com doce de abóbora fazem parte do menu de prova. Entre portugueses e argentinos, chilenos, franceses e alemães, são cerca de 300 os vinhos guardados na original adega, feita nos corredores que transportavam a água desde o Príncipe Real até à Praça da Alegria.
Um aproveitamento eficaz de um sítio que tem a variação de temperatura aconselhada para preservar as qualidades do vinho. Aqui não pode faltar a Barca Velha, o Porto ou o Madeira e ainda se encontram verdadeiras preciosidades como o Château d’Yquem, cuja garrafa custa cerca de €500.
Nem todas as garrafas se servem a copo, mas a lista é grande, variada e rotativa, para satisfazer todos os gostos. “Pena é os portugeses serem pouco aventureiros. Preferem beber um mau tinto a experimentar um bom branco e não costumam pedir vinhos estrangeiros”, lamenta João Paulo.
Mas os gostos também se educam e o Porto Tónico (igual ao gin, mas feito com Porto branco seco) e o Kir Royal, é uma bebida típica do sul de França, já estão entre as preferências dos clientes.

ENOTECA DE LISBOA,
CHAFARIZ DO VINHO

Contacto
Rua Mãe d’Água
(à Praça da Alegria, em Lisboa)
Tel.: 213 422 079
www.chafarizdovinho.com

Horário
De terça a domingo, das 18h às 02h.
Encerra à segunda

Preço
Menu de prova: €25.

Era uma vez... AFREUDITE

Quando uma mulher rejeita o convite de um homem
para jantar,
não quer dizer que lhe falte apetite pela comida,
mas sim pelo homem.
O segredo das carícias é o impalpável.
Ter uma receita com os ingredientes certos
não é suficiente.
Para além disso é necessário um dom.
O olfacto deve chegar à essência
daquilo que se tem entre mãos
e a cozinha exige um verdadeiro acto de amor
na confecção de cada prato.
O meu gosto pela comida afrodisíaca
tem mais a ver com o prazer de fazer amor
do que pela comida em si.
Cada prato que sai das minhas mãos
leva este instinto implícito.
Em viagens à volta do mundo
fui descobrindo ingredientes e especiarias
que ajudam o "instinto" a libertar-se.
O objectivo da comida afrodisíaca
é inundar os sentidos e cultivar o desejo.
O hedonismo é necessário para tudo,
tanto para comer bem como para amar bem.
O prazer é maior
quando as coisas acontecem no seu devido momento.
Na cama o desejo chama-se "líbido"
e na cozinha "fome".
A líbido e a fome têm um aliado comum:
a imaginação…

Um grupo de três amigos (Cláudia, Rui e Bruno) que ao observarem o sector da restauração, detectaram que havia um mercado ainda por explorar. Decorria o ano de 1998, e os restaurantes existentes restringiam-se aos tradicionais e a alguns temáticos ligados à gastronomia de outros países.
Cria-se o conceito...
Quando, após uma análise mais aprofundada, decidem abrir um restaurante que fosse diferente, inovador e que explorasse uma temática específica: gastronomia afrodisíaca.
A receita juntava a psicologia de Cláudia, a gestão empresarial de Rui e a engenharia informática de Bruno. Mas foi o elemento feminino do grupo que impôs a carga romântica e psicológica ao empreendimento.

A Missão, a que se propunham era iniciar um projecto cultural, aliado à vertente gastronómica. Como Visão do negócio defendiam a máxima: “O que vendemos é um sonho/ilusão. O cliente, ou acredita e resulta, ou não acredita e não resulta. É quase como ir ao Circo.”
Pretendia-se criar uma alternativa original para casais de consumidores, pertencentes às Classes B e C1, com profissões liberais.

Finalmente...
Em 24 de Novembro de 2000, inaugura-se o tão arrojado projecto! O nome do restaurante: Afreudite - surge da combinação de Afrodite (a deusa grega do Amor) com Freud (o teórico dos impulsos sexuais).
O serviço limitava-se ao jantar e desde o primeiro dia revelou-se um enorme sucesso, com a capacidade lotada quase todas as noites. Este facto levou a que se funcionasse através de reservas de mesa, evitando filas de espera.
Por se tratar de um conceito inovador, não tinham a percepção clara de qual seria a aceitabilidade do mercado, pelo que, optaram por um espaço relativamente pequeno, com uma capacidade de 40 lugares sentados, que lhes possibilitava oferecer um ambiente acolhedor e familiar.
A localização escolhida teve em conta o próprio conceito do restaurante e toda a mística em torno deste. Situada na zona residencial do Parque das Nações, numa área que todos conhecem, mas poucos sabem exactamente onde é. O objectivo prende-se com a noção de exclusividade que se quer transmitir, sendo para o cliente um privilégio conhecer a localização exacta e poder desfrutar deste serviço. (Ver Anexo 2)
Assim que se chega junto do último lote do Passeio das Garças, o olfacto é o primeiro dos sentidos a funcionar. A mistura de plantas e outras especiarias ditas afrodisíacas saem à rua e convidam a um jantar a dois.
E acção...!
Logo que entra, o cliente depara-se com uma atmosfera distinta de qualquer outro tipo de restaurante, onde até os cheiros que pairam no ar são diferentes. Durante a refeição está sujeito a uma série de rituais, que o envolvem num ambiente místico. A música seleccionada é puramente alternativa, todas as mesas têm velas, toalhas e guardanapos de pano brancos. Ao sentar-se é apresentada, ao elemento feminino do casal, uma caixa com “tubinhos” verdes e vermelhos (os verdes são poemas de amor, os vermelhos são poemas eróticos) da qual ela deve retirar um, que lhe será lido pelo elemento masculino.
O Menu é em tudo diferente do convencional. Os nomes dos pratos invocam temáticas eróticas e a sua descrição é envolvente e apaixonada. Para a confecção destes foram criadas novas receitas e são utilizados ingredientes que provêem de diferentes continentes, resultando numa apresentação de aspecto complexo e original.

sábado, janeiro 21

ROCK IN RIO 2006





Eu VOU!!!

Faltam 125 dias para começar um dos eventos mais esperados do ano.
Foi há 20 anos que tudo começou, pela força e vontade de realizar o sonho de um homem.
O Rock in Rio Lisboa está de regresso, passados dois anos, na conquista de mais fãs.

Sociedade e Família


Há muitos anos, houve um pai que resolveu escrever a seguinte carta ao professor do seu jovem filho, que acabara de entrar para a escola primária.

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um heroi, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada enimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota mais honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando está triste, e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste de fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer caro professor".

Abraham Lincoln, 1830
16º presidente dos EUA

Só desisto se for eleito!


Manuel João Vieira, quem é este irmão catita?

Na revista Magazine - Grande Informação deste mês vem uma reportagem sobre mais um candidato, desculpem "O Candidato", corrosivo como só ele sabe que pode ser e, por mim, que se valha de o poder ser. Como escreveu o autor do texto "O homem não é nenhum banana", isso é um facto, como artista ele provou que sabia o que dizia, dando voz às suas músicas (que saudades dos Irmãos Catita no Ritz Club, mais as Tequilhas que bebia e tentando fazer parte do coiro, cantava e cada vez mais alto, pois eu não me ouvia e fazia questão que o Manuel João me ouvisse, lá de cima do palco, onde agarrado à sua garrafa de tinto, malhava com sarcasmo em tudo o que podia).

Boa noite, cavalheiros,
Bom dia, para as senhoras!
Fim de tarde em Lisboa num dado dia de Dezembro de 2005. Manuel João Vieira, músico, artista plástico, actor e, pela segunda vez, candidato à presidência da República, chega à Faculdade de Direito de Lisboa. Atrás de si uma equipa de filmagens pessoal e, na mão do candidato está um cavaquinho.
Entra no auditório da faculdade, onde é recebido com aplausos por uma assistência antecipadamente rendida aos "encantos" deste outsider da política nacional.
O candidato Vieira despe o casaco e fica com o impecável fato de político. Gravata berrante. Brinca com o microfone, pois isso é algo que ele, como músico, bem entende.
Arranca as primeiras de muitas gargalhadas à audiência quando lança o cumprimento:
"Muito boa noite, cavalheiros, bom dia, para as senhoras!".
O ambiente é receptivo ao discurso.
A loucura pode começar.
Ao longo de 20 minutos, Vieira vai dizer coisas muito sérias. Embrulhadas em notas irónicas, ou sarcásticas, dependendo da fantasia de cada um. Às vezes, apenas zomba, por outras, é certeiro no colocar o dedo na ferida.
Diz que Cavaco Silva não pôde vir por isso trouxe consigo um cavaquinho: "E também é feito em pau!".
Começa o discurso do candidato Vieira, que é seguido com atenção, interrompido apenas pelos aplauso e gargalhadas. Muitas gargalhadas.
Um país que já não é um país!
"A Pátria portuguesa corre perigo. Não corre, porém, muito perigo. Corre, isso sim, um perigo imenso. Porém, a Pátria corre algum perigo... Senão vejamos: qual é a paisagem que nos assombra hoje em dia quando olhamos para este País?
Um povo, que já não é povo. Já não existe o Zé-povinho propriamente [faz um manguito. Gargalhadas]... Existe outra coisa qualquer. Um país que já não é um país., tem algumas infra-estruturas vestigiárias de um país, mas também se encontram perto dos rios alguns resquíciops da vegetação autoctóne, carvalhos, mas a maior parte é eucaliptos. Onde é que nós estamos? Na Austrália? Um país que já não é país, liderado por políticos que já não são políticos, caso do Cavaco".
A SIC vai dedicar, hoje, cerca de duas horas da sua emissão ao músico Manuel João Vieira, com a passagem do documentário O Candidato Vieira, que será seguido pelo concerto dos Ena Pá 2000, 20 Anos a Pedalar na Bosta.
A noite Vieira começa na estação de Carnaxide à meia-noite, com o documentário de 50 minutos sobre a campanha do próprio em 2001. Trata-se de uma comédia musical política que engloba as suas aparições em programas televisivos, de rádio, comícios e momentos de bastidores da campanha presidencial, com excertos de concertos das suas três bandas Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum.
Cerca de uma hora mais tarde e durante 70 minutos veremos o concerto 20 Anos a Pedalar na Bosta, gravado no Paradise Garage em Lisboa no passado dia 30 de Novembro.
O concerto conta também com um discurso especial do candidato Vieira, no dia em que caiu o Governo, e com ilustres convidados como Tony Barracuda, Suzie Peterson e Phil Mendrix, o melhor guitarrista de Portugal.
Os dois filmes são realizados por Bruno de Almeida, numa produção conjunta da Arco Films e da Valentim de Carvalho.

sexta-feira, janeiro 20

Lisboa/Dakar 2006


Tenho estado ausente... EU SEI!!!
Mas... VOLTEI

Gostaria de partilhar um momento que Adorei, para mim o dito fim-de-ano começou às 5 da manhã quando fui para a Praça do Império ver a Partida do Lisboa-Dakar, foi demais...
Deixo-vos uma foto para quem aprecia, não só o evento, mas também fotografia, porque (modéstia à parte) esta foto está linda.