segunda-feira, outubro 1

Uma Biografia... Uma Referência

The National



Ajustando-se aos ritmos num território criativo entre o rock electrónico e o indie rock americano, balançaram os ritmos mais maduros, o presente de The Nacional finalmente mais melodioso. Com as suas composições brilhantemente inspiradas, também por um jogo das influências, incluíndo o country-rock e mesmo pop/rock britânico. Oriundo de Ohio, o grupo tomou forma em New York nos anos 90. Com uma formação de cinco elementos, é composto pelos irmãos Scott (guitarra) e Bryan Devendorf (bateria), Aaron (baixo) e Bryce Dessner (guitarra), e pelo vocalista Berninger matt. Depois de uma série de apresentações ao vivo, o grupo controlou eventualmente entrar no estúdio para gravar o seu primeiro registo. The Nacional, dá o seu próprio nome ao albúm, batendo records de vendas em 2001 e conseguindo uma aclamação considerável. O grupo natural de Ohio continuou então a tocar ao vivo em diversas frentes, crescendo e amadurecendo a sua performance, conquistando assim uma massiva legião de fãs. Em 2003 o grupo lança Sad Songs For Dirty lovers, mistura o country alternativo alternativo numa fusão com o rock de câmara, seguindo-se a EP - Cherry Tree em 2004. O ano seguinte a banda assinou mais um registo com a editora Beggars Banquet e lança Alligator. The Nacional retornou em 2007 com Boxer, um esforço ambicioso e característico conta com a participação e orquestração de Clogs’ Padma Newsome e por Sufjan Stevens no piano.
Para uma banda que tem fortes influências de Joy Division, Leonard Cohen, Wilco e Nick Cave and The Bad Seeds, The National aproxima bem mais as suas raízes a músicos como The Czars ou Uncle Tupelo no álbum Sad Songs For Dirty Lovers, sem no entanto deixar de revelar a "fúria" angular de Joy division, o existencialismo de Cohen e uma forte identidade que abraça a intuição de Nick Cave.

Sem dúvida, uma banda cheia de referências que recomendo vivamente, apaixonante, mística, romântica e envolvente.
Discografia




Álbum
The National
Editora
Brassland
Editado em
30/Out/2001




Álbum
Sad Songs for Dirty Lovers
Editora
Brassland
Editado em
02/Set/2003




Álbum
Alligator
Editora
Beggars Banquet
Editado em
02/Set/2003





Álbum
Boxer
Editora
Beggars Banquet
Editado em
22/Maio/2007

domingo, abril 1

Saints are down


O Retrato de Dorian Gray


Dorian Gray era um jovem de 20 anos pertencente à alta burguesia inglesa, de uma beleza física inimaginável, e foi retratado pelo pintor Basil Hallward, que se apaixonou pelo rapaz. Lorde Wotton era um homem extremamente inteligente, perspicaz, irônico e com grande vivência nos relacionamentos humanos, capaz de exercer forte influência sobre as demais pessoas.

Este era amigo de Basil e tornou-se muito próximo de Dorian, passando a instigá-lo e a "estudá-lo" em suas reações e atitudes. Quando Dorian Gray deparou-se com a obra pronta (seu retrato) disse: "– Que tristeza! – murmurou Dorian. – Que tristeza! – repetiu, com os olhos cravados na sua efígie. – Eu irei ficando velho, feio horrível. Mas este retrato se conservará eternamente jovem. Nele, nunca serei mais idoso do que neste dia de junho... se fosse o contrário! Se Eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!... Por isso, por esse milagre Eu daria tudo! Sim, não há no mundo o que Eu não estivesse pronto a dar a troca. Daria até a alma!". A partir daí, temos o desenrolar da história.

Dorian apaixona-se por uma jovem artista, Sibyl Vane, que se apresentava num pequeno teatro. Então lhe fala em casamento. A moça, muito humilde, fica lisonjeada. Sua mãe e irmão, que estaria ingressando na Marinha, ficam preocupados. Dorian convida seus dois amigos, Basil e Lorde Wotton, para assistir a uma das apresentações da moça. Nessa noite, a moça representa muito mal. Dorian fica consternado. Seus amigos vão embora dando-lhe palavras de estímulo, enaltecendo a beleza da moça. Dorian vai até o camarim. Sibyl está feliz, e diz-lhe que, de agora em diante só viverá para o amor de Dorian.

Toda a energia vital de Sibyl estava dirigida ao representar; assim que se apaixonou, sua energia foi dirigida para o objeto amado e apresentou-se como uma artista medíocre. Isto levou Dorian a desapaixonar-se. Então, ele a humilhou e desprezou. Virou lhe as costas para nunca mais voltar. Ao chegar a casa, Dorian, dirigiu-se a seu quarto e, ao olhar seu retrato, quase ensandeceu, ao perceber que o quadro havia se alterado. Seu sorriso não era mais o mesmo. Caracteriza-se pelo cinismo e maldade. Refletiu e percebeu que o quadro refletia sua alma. Portanto, deveria desculpar-se com Sibyl, assim o quadro voltaria ao normal. Entretanto, era tarde demais, Sibyl havia cometido suicídio.

A partir de então, Dorian passou a viver tudo que lhe era ou não permitido. Passou a ter uma conduta fria e interesseira com todos à sua volta. Induziu pessoas a atos vulgares e criminosos, sempre impune. Assassinou seu amigo Basil, à facadas, quando este descobre o que está acontecendo. Leva outro amigo, um químico, ao suicídio após induzi-lo a desfazer-se do cadáver de Basil. Apenas o quadro se alterava, transformando-se numa figura monstruosa sendo que das mãos da imagem gotejava sangue.

Dorian já contava com 40 anos, quando pensou em curar sua alma. Pensou em levar uma vida pura, sem magoar quem quer que fosse. E por isso não se aproveitou de uma camponesa. Ele se dá conta de que sua soberba o levou a esta vida de pecados. Amaldiçoou sua beleza e mocidade e pensou que sem elas sua vida seria pura. O que mais lhe doía era a morte, em vida, da sua alma. Dorian havia escondido o quadro num quarto desocupado, que fora de seu avô.

Sobe até o quarto, olha o quadro e grita de terror. Apesar de suas "boas ações", o quadro não se alterara para melhor como supunha, continuava a gotejar sangue ainda mais vivo e estava mais horrendo. Então Dorian percebe claramente a verdade: por vaidade, ele poupara a camponesa e a hipocrisia pusera-lhe no rosto a máscara da bondade. A única prova de seu mau caráter, de sua consciência, era o quadro. Então, resolveu destruí-lo. E, com a mesma faca com que matou Basil, trespassou o retrato. Ouviu-se um grito. Os criados acudiram. E, quando conseguiram adentrar ao quarto, viram na parede o magnífico retrato, e, no chão, jazia o corpo de Dorian, com a faca cravada no peito, que só pôde ser reconhecido pelos anéis em seus dedos.

Oscar Wilde

domingo, março 25

A song



Sacred Life


Abbie Hoffman was so young
Don't you know your king has gone?
Mmm, well well
River Phoenix was so young
Don't you know your prince has gone?

Hey, hey there sister
What is holy in your life?
Hey, hey brother
Sacred in your life?

Kurt Cobain was so young
Sad to see this poet's gone
Andrew Wood was so young
It's hard to feel this priest is gone

The heat is up
The heat is on
The heat is up
The heat is on
What you do is what you get
Don't be surprised by that effect, oh no


Hey, hey there sister
What is holy in your life?
Hey, hey there brother
What is sacred in your life?
Hey, hey there sister
What is holy?

Holy in your life
What is good?
What is pure?
Holy in your life
What is safe?
What is secure?
Holy in your time
Yeah, what is free?
What is me?
Holy in your mind
Sacred and secure
Do we need much more?

Hey, hey there sister
What is holy in your life?
Hey, hey there brother
Was is sacred in your life?
Hey, hey hey sister
What is holy, holy, holy in your life?
Hey there brother
What is safe?
What is secure and sacred in your life?
Well

Ba-ba-ba-ba-ba...

The Cult - Ian Astbury