É uma VERGONHA!!!
Já tinha conhecimento desta história faz algum tempo, mas, como está como candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, deixo este artigo para que não se possa dizer que tenho "memória curta", como referiu em tempos o prof. Cavaco Silva em relação ao povo Português, enquanto Primeiro Ministro.
Xavi
Barbara Guimarães recebeu ate Outubro de 2001, durante todos os meses,
5.000 Euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1.
Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mes em 2001.
Ou seja, o Estado português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros.
Tudo graças a amizade então existente entre o Ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão.
Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP- Antena 1.
Os 5.000 euros mensais atribuídos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do ministério, Helena Pinheiro Azevedo.
Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir!!!
Propomos que todos os que recebam este mail façam forward, em forma de protesto.
Como diria o ilustre Manuel Maria Carrilho no telejornal?
1. Chocado! 2 Surpreendido! 3. Envergonhado! 4. Apanhado! 5. Escondido com rabo de fora!
Quem sabe alguém ganhe vergonha na cara.
quinta-feira, setembro 15
Um crime na Ota
por: Miguel Sousa Tavares
Luís Campos e Cunha foi a primeira vítima a tombar em virtude desses crimes em preparação que se chamam aeroporto da Ota e TGV. Não se pode pedir a alguém que vem do mundo civil, sem nenhum passado político e com um currículo profissional e académico prestigiado que arrisque o seu nome e a sua credibilidade em defesa das políticas financeiras impopulares do Governo e que, depois, fique calado a ver os outros a anunciarem a festa e a deitarem os foguetes.
Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.
O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo.
É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado.
Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas-férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul.
Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas.
E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos. Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa.
E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor.
Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura.
Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo isto. Chega, é demais!
Eu subscrevo....Xavi
Luís Campos e Cunha foi a primeira vítima a tombar em virtude desses crimes em preparação que se chamam aeroporto da Ota e TGV. Não se pode pedir a alguém que vem do mundo civil, sem nenhum passado político e com um currículo profissional e académico prestigiado que arrisque o seu nome e a sua credibilidade em defesa das políticas financeiras impopulares do Governo e que, depois, fique calado a ver os outros a anunciarem a festa e a deitarem os foguetes.
Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.
O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo.
É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado.
Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas-férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul.
Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas.
E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos. Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa.
E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor.
Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura.
Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo isto. Chega, é demais!
Eu subscrevo....Xavi
terça-feira, setembro 13
Confortavelmente Insensível
Hoje finalmente, acordei como seria de esperar... o "estrondoso" som do telemóvel (ter em conta a hora e a sensibílidade da minha audição), 7:00h em ponto, claro que fiquei mais 5 minutos a fazer a ginástica matinal da palpebra, primeiro a esquerda, depois a direita, ainda sem as mesmas (palpebras) com o devido aquecimento feito, dirigi-me à janela, afastei os cortinados, subi o estore ou persianas, como lhe quiserem chamar, numa expectativa qualquer de tentar perceber se tinha acordado bem humorado ou nem por isso, acontece que neste preciso momento em que escrevo estas linhas, ainda não consegui perceber bem qual o meu estado de espírito, estou confortavelmente insensível.
Tomei um banho revitalizador, de toalha enrolada à cintura, fui para a cozinha e enquanto deixei o café a fazer, fui tratar de me vestir, hoje foi um daqueles dias em que não se podia dizer que parecia uma "gaja" a escolher a toillet, o que vi no guarda fatos agradou-me e foi logo à primeira, menos mal e poupei algum tempo, o suficiente para depois de vestido e de mala ao ombro e ainda com os óculos na testa, olhar mais uma vez pela janela, desta vez pela da cozinha e pensar "afinal o dia está bom". Agora restava-me a tortura diária dos transportes públicos, era melhor nem tentar pensar nisso, não fosse perder a vontade de respirar o ar fresco da manhã, pelo contrário, pensar que chegado à estação de comboios do Pragal, acender um cigarro e enquanto esbafurava o mesmo, parar no quiosque de café mais próximo em que servem BUONDI, beber agora uma bica, passando ainda os olhos por detrás das lentes escuras dos óculos de sol, a ver passar o fresco mulherio e bem cheirozinho que tanto me agrada naquela hora da manhã... Enfim, a felicidade nunca é completa, após a curta viagem sobre o Tejo, em que vislumbro com enorme prazer uma paisagem que poucos têm o prazer de ter diáriamente, o sol reflectindo sobre as águas deste rio, é um momento que jamais quero perder, é de facto belo. Como ía dizendo, a felicidade não dura para sempre e, após esta curta viagem, na estação, dum salto para o outro, entro no comboio da CP, que me leva na direcçao de Sintra, cujo o meu destino fica umas boas paragens antes, são alguns minutos em que me assola a completa indiferença pelo percurso que faço, depois desta estação, ainda apanho mais um autocarro, na paragem encontrei o meu colega, acendo mais um cigarro, hoje deu para fumar do princípio ao fim, agora sim vem a tortura matinal, um percurso que se faz em 5 minutos (sem trânsito), prolonga-se para meia hora (não estou a exagerar).
Fim da viagem (graças a Deus).
Agora estou no trabalho, nada de interessante para fazer a não ser as emendas dum livro de 400 páginas, é daqueles trabalhos que não dão "tusa", mas que têm de ser feitos.
Tendo em conta que comecei a escrever este texto às 10 da manhã e so o estou a terminar agora, é porque mais um trabalho apareceu e que teve de ser posto à frente do livro, que bom para mim (ironia - pois vou ter de continuar com as emendas)
No final desta história toda posso dizer que não me está a correr mal o dia e sim, estou de bom humor.
Xavi
Tomei um banho revitalizador, de toalha enrolada à cintura, fui para a cozinha e enquanto deixei o café a fazer, fui tratar de me vestir, hoje foi um daqueles dias em que não se podia dizer que parecia uma "gaja" a escolher a toillet, o que vi no guarda fatos agradou-me e foi logo à primeira, menos mal e poupei algum tempo, o suficiente para depois de vestido e de mala ao ombro e ainda com os óculos na testa, olhar mais uma vez pela janela, desta vez pela da cozinha e pensar "afinal o dia está bom". Agora restava-me a tortura diária dos transportes públicos, era melhor nem tentar pensar nisso, não fosse perder a vontade de respirar o ar fresco da manhã, pelo contrário, pensar que chegado à estação de comboios do Pragal, acender um cigarro e enquanto esbafurava o mesmo, parar no quiosque de café mais próximo em que servem BUONDI, beber agora uma bica, passando ainda os olhos por detrás das lentes escuras dos óculos de sol, a ver passar o fresco mulherio e bem cheirozinho que tanto me agrada naquela hora da manhã... Enfim, a felicidade nunca é completa, após a curta viagem sobre o Tejo, em que vislumbro com enorme prazer uma paisagem que poucos têm o prazer de ter diáriamente, o sol reflectindo sobre as águas deste rio, é um momento que jamais quero perder, é de facto belo. Como ía dizendo, a felicidade não dura para sempre e, após esta curta viagem, na estação, dum salto para o outro, entro no comboio da CP, que me leva na direcçao de Sintra, cujo o meu destino fica umas boas paragens antes, são alguns minutos em que me assola a completa indiferença pelo percurso que faço, depois desta estação, ainda apanho mais um autocarro, na paragem encontrei o meu colega, acendo mais um cigarro, hoje deu para fumar do princípio ao fim, agora sim vem a tortura matinal, um percurso que se faz em 5 minutos (sem trânsito), prolonga-se para meia hora (não estou a exagerar).
Fim da viagem (graças a Deus).
Agora estou no trabalho, nada de interessante para fazer a não ser as emendas dum livro de 400 páginas, é daqueles trabalhos que não dão "tusa", mas que têm de ser feitos.
Tendo em conta que comecei a escrever este texto às 10 da manhã e so o estou a terminar agora, é porque mais um trabalho apareceu e que teve de ser posto à frente do livro, que bom para mim (ironia - pois vou ter de continuar com as emendas)
No final desta história toda posso dizer que não me está a correr mal o dia e sim, estou de bom humor.
Xavi
segunda-feira, setembro 12
Expoente máximo do luxo
Hotel CIPRIANINa ilha de La Giudecca ergue-se um pequeno tesouro pertença da cadeia Orient-Express Hotels, o Hotel Cipriani.
Sem falsas modéstias, é a mais perfeita materialização do charme e do requinte que fazem da romântica Veneza uma cidade inesquecível.
Veneza foi durante séculos uma das mais ricas e poderosas cidades europeias.
Muita da sua riqueza provinha do comércio regular com o Oriente, actividade bastante favorecida devido à sua excelente posição geopolítica. Nessa altura chegavam frotas de barcos carregados de sedas e de especiarias, além de outras exóticas matérias-primas, que faziam as delícias dos mais abastados venezianos.
O esplendor dessa época de prosperidade ficou para sempre imortalizado em muitos dos seus edifícios, que ainda hoje encantam.
Quando no passado século XX a indústria do turismo descobriu o verdadeiro potencial da cidade, o fluxo de visitantes aumentou consideravelmente, pelo que uma das principais consequências foi a necessidade premente de se criarem mais hotéis de qualidade. E o Hotel Cipriani foi uma dessas unidades de eleição que, com o passar dos anos, se tornariam verdadeiras referências da hotelaria.

O Cip, como é carinhosamente chamado pelos venezianos, surgiu em 1958, do projecto de Giuseppe Cipriani, fundador do lendário Harry´s Bar, que nele conjugou as singulares vistas panorâmicas sobre a cidade com a privacidade e discrição de um
espaço protegido das grandes confusões. Localizado na ilha de La Giudecca o hotel só é alcançável de lancha, numa viagem que dura apenas seis minutos. No interior do Cipriani respira-se tranquilidade, sendo a simpatia dos membros do ‘staff’ uma
constante.
In Revista O Quê
Era aqui que te levaria...
Uma noite com Ella

Lisboa Ballet Contemporâneo
Este espectáculo dará um contributo à vida e música de Ella Fitzgerald através da relação directa entre determinados momentos da sua vida e momentos chave da vida do próprio coreógrafo.
Ella começa por ser a inspiração do coreógrafo, passando a ser a própria respiração do bailarino. Esta peça é interpretada pelo elenco da Companhia Lisboa Ballet Contemporâneo, contando ainda com as participações especiais dos cantores Marta Plantier Fernando Ferreira e do saxofonista Eddy Jam.
Emoções Intensas, em que a vida real não tem como diferenciar-se da vida artística, numa busca incessante de paz. Coreografia e cenografia de Benvindo Fonseca, assistente de coreógrafo será Paula Careto, bailarinos Alessandra Cito, Ana Santos, Angela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, Hugo Martins, Marcelo Magalhães e Nuno Gomes, saxofonista Eddy Jam, cantores Marta Plantier e Fernando Ferreira; arranjos por César Viana; desenhos de Luz de Paulo Graça e os figurinos ficarão a cargo de José António Tenente.
Dias:
23 - 21h
24 - 16h
Teatro Camões
Os preços variam entre os 5 e 20 euros.
segunda-feira, setembro 5
Os Afluentes da Memória - Bono Vox
Cada pessoa é um afluente da longa memória do mundo. Insubstituível como experiência e como testemunho. E ao mesmo tempo sinal da singular comunhão que a todos integra, para além do sofrimento e do ruído dos combates que tantas vezes nos dilaceram, na alegria e na tragédia da muito frágil condição humana.Bono Vox
Bono por Bono - Os afluentes da memória
por Michka Assayas
Não poderia deixar de transcrever aqui, no meu blog, o que quer que fosse, qualquer coisa, uma mensagem, a letra do Miss Sarajevo, uma crónica, qualquer coisa mesmo...
Como fã confesso dos U2 e do próprio Bono, comprei o livro "Bono Por Bono" (sabendo que parte das receitas revertem a favor das causas por que luta) há alguns dias, mas só hoje o comecei a ler, talvez por só agora me predispor a tal, como diz uma amiga, WHATEVER.
Estava bastante ansioso para poder comprar o livro, pois, por mais que conheçamos a história duma pessoa, pelo que nos contam e pelo que lemos por palavras escritas que não do autor, é sempre dúbio, como tal penso que ler o livro, cujo as palavras são do próprio, apesar de escritas por outrém, vou concerteza descobrir mais de como é a personalidade da pessoa que tem uma carreira exuberante, diferente de todas as outras...
...Um homem que se senta com Bill Clinton, George W. Bush, Nelson Mandela entre outras personalidades da política mundial, para debater o perdão da dívida dos países pobres, que luta contra a pobreza extrema, que debate o combate à SIDA, que promove campanhas em prol dessas mesmas causas, angariando fundos para tentar "salvar" vidas... Posso e quero dizer que sou um admirador incondicional de Bono Vox.
O meu bem haja
www.pobrezazero.org
Xavi
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