Hoje finalmente, acordei como seria de esperar... o "estrondoso" som do telemóvel (ter em conta a hora e a sensibílidade da minha audição), 7:00h em ponto, claro que fiquei mais 5 minutos a fazer a ginástica matinal da palpebra, primeiro a esquerda, depois a direita, ainda sem as mesmas (palpebras) com o devido aquecimento feito, dirigi-me à janela, afastei os cortinados, subi o estore ou persianas, como lhe quiserem chamar, numa expectativa qualquer de tentar perceber se tinha acordado bem humorado ou nem por isso, acontece que neste preciso momento em que escrevo estas linhas, ainda não consegui perceber bem qual o meu estado de espírito, estou confortavelmente insensível.
Tomei um banho revitalizador, de toalha enrolada à cintura, fui para a cozinha e enquanto deixei o café a fazer, fui tratar de me vestir, hoje foi um daqueles dias em que não se podia dizer que parecia uma "gaja" a escolher a toillet, o que vi no guarda fatos agradou-me e foi logo à primeira, menos mal e poupei algum tempo, o suficiente para depois de vestido e de mala ao ombro e ainda com os óculos na testa, olhar mais uma vez pela janela, desta vez pela da cozinha e pensar "afinal o dia está bom". Agora restava-me a tortura diária dos transportes públicos, era melhor nem tentar pensar nisso, não fosse perder a vontade de respirar o ar fresco da manhã, pelo contrário, pensar que chegado à estação de comboios do Pragal, acender um cigarro e enquanto esbafurava o mesmo, parar no quiosque de café mais próximo em que servem BUONDI, beber agora uma bica, passando ainda os olhos por detrás das lentes escuras dos óculos de sol, a ver passar o fresco mulherio e bem cheirozinho que tanto me agrada naquela hora da manhã... Enfim, a felicidade nunca é completa, após a curta viagem sobre o Tejo, em que vislumbro com enorme prazer uma paisagem que poucos têm o prazer de ter diáriamente, o sol reflectindo sobre as águas deste rio, é um momento que jamais quero perder, é de facto belo. Como ía dizendo, a felicidade não dura para sempre e, após esta curta viagem, na estação, dum salto para o outro, entro no comboio da CP, que me leva na direcçao de Sintra, cujo o meu destino fica umas boas paragens antes, são alguns minutos em que me assola a completa indiferença pelo percurso que faço, depois desta estação, ainda apanho mais um autocarro, na paragem encontrei o meu colega, acendo mais um cigarro, hoje deu para fumar do princípio ao fim, agora sim vem a tortura matinal, um percurso que se faz em 5 minutos (sem trânsito), prolonga-se para meia hora (não estou a exagerar).
Fim da viagem (graças a Deus).
Agora estou no trabalho, nada de interessante para fazer a não ser as emendas dum livro de 400 páginas, é daqueles trabalhos que não dão "tusa", mas que têm de ser feitos.
Tendo em conta que comecei a escrever este texto às 10 da manhã e so o estou a terminar agora, é porque mais um trabalho apareceu e que teve de ser posto à frente do livro, que bom para mim (ironia - pois vou ter de continuar com as emendas)
No final desta história toda posso dizer que não me está a correr mal o dia e sim, estou de bom humor.
Xavi
3 comentários:
Gostei....
:o)
Um Beijo
O Boundi, o cigarrito e o cheiro matinal do mulherio estão lá sempre.... a boa disposição para aproveitar os pequenos "milagres" é que por vezes escasseia :).Foi ontem, já passou, aproveita o Hoje plenamente, sem esquecer que além desses pequenos prazeres que podes não vir a sentir hoje, sentirás um ainda maior,de importância vital e do qual nem sempre nos conscencializamos: Estamos vivos!
Jokas ;)
Podes crer, acho que é isso que nos move...
A cada dia que passa fica mais firme o pensamento: 'Vive cada dia como se fosse o último!'
Que bom estar vivo! Mesmo qdo tudo parece desabar e estamos quase a bater no fundo, o pavio incandescente torna a acender e dá-nos forças para encarar de 'novo' o Mundo e sorrirmos por estarmos vivos...
Um beijo ;o)
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